segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

POLICIAIS RECEBEM O SALÁRIO MAIS BAIXO DO PAÍS E DORMEM NAS DELEGACIAS PORQUE NÃO PODEM PAGAR ALUGUEL.


Agentes e escrivães substitutos da Polícia Civil de Goiás, reclamam do baixo salário e contam que como foram remanejados para o interior, não têm condições de pagar o aluguel de uma casa com os R$ 1,5 mil que recebem. Eles afirmam que o salário é mais baixo do país do setor. Por isso, muitos estão dormindo nas próprias delegacias.
“Gostaria de permanecer, gosto da carreira, mas não sei até quando vou suportar”, disse um escrivão de 31 anos, que prefere não se identificar.
Ao todo, 397 agentes e escrivães tomaram posse no dia 5 de setembro de 2017 e recebem R$ 1,5 mil. O escrivão ouvido pelo G1 conta que ganhava R$ 6 mil no emprego anterior e, em busca de estabilidade estudou para o concurso. Após ser aprovado, o servidor se mudou para uma cidade a 600 km de onde morava. Sem dinheiro, ele e mais quatro novatos adaptaram dois cômodos de uma delegacia para que pudessem dormir no local.
Assim que o expediente termina, às 18h, eles fecham as portas e ficam trancados no interior da unidade. Porém, várias vezes eles têm de atender a moradores. "A gente não tem privacidade, segurança, a gente apreende armas e drogas, se algum bandido quiser roubar, é um local perigoso", avalia o escrivão.
Policiais civis adaptaram sala de escrivão para poderem dormir em delegacia de Goiás (Foto: Sinpol-GO/ Divulgação)Policiais civis adaptaram sala de escrivão para poderem dormir em delegacia de Goiás (Foto: Sinpol-GO/ Divulgação)
Policiais civis adaptaram sala de escrivão para poderem dormir em delegacia de Goiás (Foto: Sinpol-GO/ Divulgação)
O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO) explicou que muitos servidores novatos enfrentam a mesma dificuldade, mas ainda não calculou quantos. “Há os que estão dormindo de favor, os que estão na casa de parentes e amigos, os que o aluguel está sendo pago pelos pais. O salário não é suficiente para suprir a demanda”, disse a vice-presidente da entidade, a escrivã Keithe Amorim de Souza.

G I   -   GOIÁS.


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