sexta-feira, 9 de março de 2018

CRIANÇA DE UM ANO E CINCO MESES É ATROPELADO E MORTO PELO NAMORADO NA MÃE AO DÁ MARCHA RÉ NO CARRO.

O pai do bebê João Miguel Silva Souza Barbosa, morto após ser atropelado na garagem de uma casa, em Iporá, região central de Goiás, cobrou uma apuração rigorosa do crime. Marcos Sousa Barbosa afirmou que o óbito não vai ficar "em vão". Segundo a polícia, a criança, de 1 ano e 5 meses, foi atingida depois que o namorado da mãe deu marcha à ré no veículo ao tirá-lo da  residência. O homem, Patrick Luiz dos Santos, de 36 anos, está preso.
"Quero tudo apurado, vou correr atrás disso, correr atrás dos meus direitos. A morte do meu filho não pode ficar assim, em vão. É uma criança inocente, indefesa, não tinha como se defender de nada. Mesmo se foi descuido ou não, se foi por violência dele mesmo, quero que ele pague, se foi ele o culpado, pelo erro dele", desabafou Marcos.
O bebê morreu na manhã de quinta-feira (8). À polícia, Patrick alegou que não viu o menino. Disse também que ele, a namorada, mãe da criança, de 18 anos, e João Miguel dormiram na residência e que, na noite anterior, o casal fez uso de maconha. Uma porção da droga foi encontrada no imóvel.
G1 tentou contato com a defesa de Patrick, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.
Menino foi atingido quando namorado da mãe deu marcha à ré no veículo (Foto: Polícia Civil/Reprodução)Menino foi atingido quando namorado da mãe deu marcha à ré no veículo (Foto: Polícia Civil/Reprodução)

Investigação

De acordo com o delegado Ramon Queiroz, quando acordaram, a mãe queria ir embora. O acidente ocorreu quando Patrick foi para a garagem tirar o carro dele, para que o dela ficasse liberado.
“Tinha dois carros: o dela na frente e o dele atrás. Ele ia tirar o dele para ela poder sair. Ele abriu o portão, o som já ligou e ele deu ré. Ele não viu o menino. A mãe já veio de lá gritando e foi a hora que ele viu, pela reação da mãe”, diz o delegado. “A roda passou por cima da cabeça da criança, que morreu na hora.”
O delegado pontuou ainda que o casal está junto há cerca de seis meses. Ele ainda não conseguiu colher o depoimento da mãe do menino, que está em estado de choque.
“Não conseguimos ouvir a mãe. Ela estava muito abalada, não conseguia falar, não conseguia dizer nem o nome dela. Ela vai fazer o exame para detectar possível presença de drogas”, explicou Ramon.
Apesar de o homem ter admitido o uso de droga, não é possível relacionar a questão à morte. “Realmente foi um acidente. Não pode falar que ele tinha intenção de tirar a vida da criança. Não é possível nem afirmar que o uso de drogas possa ter influenciado”, completou.
O corpo de João Miguel está sendo velado no salão paroquial de uma igreja católica de Iporá. O enterro está previsto para a manhã desta sexta-feira (9), às 8h.
G I  - Goiás.

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