quinta-feira, 12 de abril de 2018

DISQUE DENÚNCIA OFERECE 5.000 REAIS PARA ENCONTRAR COMERCIANTE ACUSADO DE MATAR UM EMPRESÁRIO DURANTE BRIGA DE TRANSITO.

Por G1 PE
 

Adalberto Ferreira da Silva é procurado por atirar num empresário durante discussão no trânsito, no Grande Recife (Foto: Disque Denúncia/Divulgação)Adalberto Ferreira da Silva é procurado por atirar num empresário durante discussão no trânsito, no Grande Recife (Foto: Disque Denúncia/Divulgação)
Adalberto Ferreira da Silva é procurado por atirar num empresário durante discussão no trânsito, no Grande Recife (Foto: Disque Denúncia/Divulgação)
O Disque Denúncia lançou, nesta quarta-feira (11), uma campanha para tentar encontrar um comerciante acusado de matar um empresário durante uma discussão de trânsito em Camaragibe, no Grande Recife. O caso ocorreu em 28 de outubro de 2017, quando o comerciante Adalberto Ferreira da Silva, de 66 anos, confessou ter atirado no empresário Leonardo Henrique Buarque Spinelli após ter batido no carro da vítima, na PE-27, no distrito de Aldeia.
Adalberto está na lista de procurados prioritários da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS). Quem tiver informações pode informar anonimamente à polícia pelo telefone (81) 3719.4545 ou pelo site do Disque Denúncia, onde também é possível anexar fotos e outros arquivos que ajudem na prisão do acusado. A recompensa oferecida é de até R$ 5 mil. (Veja vídeo abaixo)
Disque Denúncia faz campanha para prender homem que matou empresário em briga de trânsito
O mandado de prisão temporária de Adalberto foi solicitado pela delegada responsável pela investigação do caso, Euricélia Nogueira, e expedido pela Justiça no dia 31 de outubro de 2017, três dias após o crime. A prisão foi convertida em preventiva no dia 26 de fevereiro deste ano.
De acordo com a delegada do Disque Denúncia Carmela Galindo, diretora da ONG Agreste Contra o Crime, a campanha é a primeira lançada a nível estadual em 2018. A escolha desse caso ocorreu por ser um crime de proximidade, que corresponde a 20% dos 5.427 assassinatos registrados em 2017. No ano passado, oito casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) ocorreram após brigas de trânsito, segundo a SDS. Nos primeiros dois meses de 2018, três casos foram registrados.
“A dificuldade no caso é de localizar o suspeito por causa do nível de periculosidade dele. Foi um homicídio duplamente qualificado, por ocorrer sem chance de defesa da vítima e motivo fútil. Na segunda-feira (16), mil cartazes e folhetos vão ser distribuídos para incentivar que quem tiver informações sobre o acusado denuncie”, disse Carmela.
Após ser baleado, empresário morreu no Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, no Recife  (Foto: Arquivo/G1)Após ser baleado, empresário morreu no Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, no Recife  (Foto: Arquivo/G1)
Após ser baleado, empresário morreu no Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, no Recife (Foto: Arquivo/G1)

Entenda o caso

O empresário Leonardo Henrique Buarque Spinelli, de 34 anos, foi assassinado com um tiro na rodovia PE-27, em Aldeia, na noite de 28 de outubro. A vítima teria reclamado de um outro motorista, não identificado, que trafegava na contramão e bateu de frente no veículo em que viajava com a família.
Segundo a Polícia Civil, Leonardo foi atingido por um tiro no tórax e ainda seguiu para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois acabou sendo transferido para o Hospital Getúlio Vargas, na Zona Oeste do Recife, onde faleceu. O corpo do empresário foi enterrado no dia 29 de outubro.
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu às 18h30, no quilômetro 1 da rodovia estadual. Depois de sofrer a batida, o empresário desceu do carro para reclamar com o motorista que estava na faixa contrária, de forma irregular. Leonardo foi atrás mostrar os danos no carro e houve uma discussão. O motorista responsável pela batida deixou o local e a vítima seguiu atrás. Leonardo alcançou o carro e o condutor efetuou os disparos.
No dia 30 de outubro, Adalberto se apresentou à Polícia Civil. De acordo com a delegada Euricélia Nogueira, o comerciante foi acompanhado do advogado até a Delegacia de Camaragibe, onde confessou que fez o disparo, contou sua versão sobre o ocorrido, levando, em seguida, a polícia até o local onde teria descartado a arma do crime, antes de ser liberado.

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