sexta-feira, 24 de agosto de 2018

POLICIAL PRESTES A SE APOSENTAR COM UM SALÁRIO DE 14 MIL REAIS É EXPULSO DO QUADRO DA POLÍCIA CIVIL DO DF POR TER ATIRADO EM UMA FAMÍLIA E FERIDO GRAVEMENTE UM MENINO DE 05 ANOS DE IDADE.

Um ano e sete meses depois de ter efetuado três disparos de arma de fogo contra uma família, o policial civil Silvio Moreira Rosa, foi demitido quadro da Polícia Civil do Distrito Federal.

Em janeiro de 2.017, o agente policial de custódia baleou Luiz Guilherme, na época com seis anos de idade.

O crime ocorreu na BR 070 à altura de Águas Lindas, GO no entorno do Distrito Federal. A demissão assinada pelo governador de Brasília, Rodrigo Rallemberg, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, dia 13 de agosto do corrente ano.

O caso do policial era investigado pela corregedoria da corporação. O fato ocorreu durante a manhã do dia 06 de janeiro do ano de 2.017. O policial se envolveu em mais um episódio violento, que por pouco não terminou em tragédia.

A família de Luiz Guilherme e o policial estavam parados em um congestionamento que se formou na BR 070, por conta de reparos na via.

O agente policial de custódia, que estava prestes a se aposentar, se irritou com o pai do garoto, que teria cortado a vila de veículos parados.

Silvio Moreira Rosa, sacou a pistola, e abriu fogo contra o carro ocupado pela família. Uma das balas atravessou a cadeirinha, e atingiu o menino nas costas, atingindo o pulmão.

Na ocasião, a mãe do garoto, Paula Caxias, disse que ela,  o marido, e o filho, estavam atrás do carro do policial. Em determinado momento, Silvio teria começado a brecar o carro como provocação, disse a mãe do menino Luiz Guilherme.

Preocupada, ela pediu ao marido que passasse a frente do carro do policial, assim que tivesse uma oportunidade. "Depois que ultrapassamos, ele emparelhou na contra mão, e ficou lado a lado conosco, mas não conseguiu passar porque vinha um carro em outro sentido. Então ficou colado na nossa traseira como se fosse bater. Nesse hora pedi ao meu marido para acelerar o carro, e comecei a ouvir os tiros disse a mulher"

Ao ser atingido, Luiz Guilherme perdeu as funções do pulmão direito. A cirurgia para retirada da bala, um mês após o episódio, foi bem sucedida, mas no fim de 2.017, os médicos descobriram que uma artéria vital, havia sido seriamente lesionada.

Desde o diagnóstico, o menino adotou uma rotina que consiste em passar parte do dia em sessões de fisioterapia respiratória. A família também matriculou o menino em uma escola de natação, atividade que estimula o fôlego.

O policial até o começo de 2.018, vivia uma rotina normal, permanecia nos quadros da corporação, e recebia um salário de 14 mil reais por mês, e estava prestes a se aposentar.

Ele já havia se envolvido em outros episõdio informou a família do garoto.

Metrópoles.

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